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segunda-feira, 21 de maio de 2007

O Singular Mundo de Charlie McNormand

É, eu não pintei! E daí, vai encarar!xD
Futura Condessa de Plainfield. Ou não.
Nascida em uma noite de 5 de Janeiro (1850) de vento e neve, Charlenne McNormand era filha do Conde de Plainfield, nobre já vivido e um pouco decepcionado pelo fato de que, pela segunda vez em sua vida, perdera a chance de arranjar um herdeiro do sexo masculino, legítimo, de seu nome e título.
Já em tenra idade, Charlie, como foi apelidada pelos mais íntimos, apresentava estranhas características incomuns às meninas - e, dependendo, até a meninos... Como o gosto estranhamente acentuado pelo paranormal e pelo mórbido em geral. Ao invés de fugir de rãs e cuidar de passarinhos feridos, a menina preferia abri-los e dissecá-los. A família também se preocupava com a sua mania de passar noites em claro, uma vez que isso prejudicava as suas visitas diárias às casas de outros nobres, além de deixá-la com marcas terríveis sob os olhos, apenas corrigidas com muita maquiagem...
Em sua festa de apresentação à sociedade, declamou um poema por ela escrito, sobre "a morte, a fugacidade da vida e a necessidade de aproveitar os momentos de forma intensa, sem levar em conta as correntes da sociedade moderna". A partir daquela data, sempre que a lista de convidados de uma festa ultrapassava o número cabível ao orçamento, Charlenne era a primeira riscada.
Era tida como uma garota inteligente, afinal sabia cálculos um pouco mais difíceis do que os ensinados por sua tutora - além de falar francês fluentemente e inglês melhor do que muitos ingleses... De fato, a moça tinha significativa participação na contabilidade da casa. Por conta disso, sabia ela que a sua rica família se encontrava à beira do abismo da decadência, principalmente por culpa dos dispendiosos bailes organizados por sua mãe.

Quanto à vida amorosa, os poucos pretendentes que lhe apareciam (e não desistiam) eram dispensados rapidamente, para desespero do seu pai.
Trocava correspondências com um primo que residia em Paris, John Dorian. Aliás, era esse mesmo rapaz que lhe havia dragado para o mundo obscuro do ultra-romantismo; era ele quem lhe mandava poemas e contava as maravilhas e os dissabores da juventude parisiense. Também discutiam política, Literatura e música através dos escritos, como velhos amigos. Ele prometera ensinar bridge à prima, assim que ela viesse visitá-lo, assim como fariam uma sessão de piano juntos, uma vez que ambos tocavam.

Aos 18 anos, Charlenne convencera ao pai de que, tendo em vista a decadência financeira da família, seria interessante mandá-la a uma "universidade para moças" que existia na França e iniciava mulheres no mundo dos negócios. Evidentemente que tal coisa não havia nem na França, nem em qualquer lugar do mundo... Mas seu pai, pouco informado acerca disso, concordou em mandá-la para Paris. A resistência maior foi a sua mãe (menos informada que o pai), que só se tranqüilizou com a promessa da filha de não abandonar as visitas diárias, e criar laços com as nobres francesas...
A única exigência da garota teria sido a companhia do mordomo, James Sullivan, 30 anos de serviços a família McNormand, única pessoa disposta a apoiar incondicionalmente, inclusive em suas bizarrices românticas, a senhorita McNormand. Ambos ficariam na casa do tio de Charlie, August, pai daquele mesmo John Dorian com quem a moça se correspondia. Sendo o tio um professor universitário, a garota, que já havia combinado tudo, aprenderia com ele o que os garotos aprendiam na universidade, incluindo o latim e o grego.

A verdade é que a iniciação de Charlenne na boêmia francesa não foi tão glamurosa quanto o esperado por ela...
Seu livro de crônicas foi recusado por todas as editoras as quais havia ido, pois, vindo de uma mulher, não falava sobre "coisas femininas", de maneira que sua publicação não parecia viável.
Também sua primeira visita a um legítimo café francês (tão comentados pelo seu primo) havia sido decepcionante. Ao tentar iniciar contato com um grupo de jovens, aparentemente intelectuais, foi repelida, pois era, segundo os rapazes, "feia demais para uma meretriz" e "pouco masculina demais para ter qualquer opinião". Além de que, claro, não trazia bebidas como as garçonetes...

Questionando seu primo sobre as más experiências, este, pasmo, disse que nunca havia tido tais problemas, como homem. A partir da última porção da afirmação do rapaz, Charlenne entendeu qual o problema com as suas vontades e ações. Aos olhos de todos era "só uma mulher".
Pois, então, agora seria homem, pensou. O homem que assinava os livros de crônicas e poemas e que também freqüentava cafés, sendo normalmente bem recebido e estimado por intelectuais, era conhecido como Charles McNormand, o Charlie.
Alguns sabiam ou desconfiavam do real sexo do "escritor, poeta e boêmio". Mas muitos nem sequer comentavam sobre isso, uma vez que em certo ponto das conversas esse detalhe pouco importava. E era mais divertido vê-la gastando energia, tentando bancar o homem...:)

Aos 19 anos, em 1869, Charlenne encontrou, no Café Le Procope, um determinado grupo de jovens de múltiplas personalidades, nacionalidades, e com opiniões distintas.
Nesse cenário, os personagens que o freqüentavam iriam desencadear algumas discussões e situações.

[Outros personagens nos blogs de:
Luis Felipe (David Waters), Paula (Annabelle Deneuve), Real (Jean Battisti), Atarão (Adão Luis) e Bertarello (Indrid Cold Power Hill).;D
EDIÇÃO: Imitando a Ju Mêes, que teve a brilhante idéia de associar músicas à sua personagem, também tenho algumas para caso alguém se interesse pelo processo de composição da Charlie...
A primeira é relativa à idade dela, àquela fase de vida: 19-Sai, do cantor Shikao Suga (em japonês - vocal masculino). A segunda é tirada de uma trilha sonora, e acho que complementa o visual da época: Quasi Charleston for piano and violoncello, da compositora Hirano Yoshihisa (instrumental). A terceira é a que fala mais sobre a personalidade dela: Little Miss, do grupo Bôa (em inglês - vocal feminino). E a última não fala sobre nada em especial, mas eu estava escutando enquanto escrevia (^^'): Künstliche Welten, do grupo Wolfsheim (em alemão - vocal masculino). É isso! Escutem se puderem!;) ]

Versão feminina X Versão masculina.
Que lixo, hein!xD

5 comentários:

YnK ~ 夜の狐 disse...

Número nulo de comentários me irrita, então, um tutorial:
Como fazer download pelo TurboUpload (onde as músicas estão hospedadas)?\o?
1. Abra o link (melhor em outra janela);
2. Aparecerá, lá pelo meio da página, uma contagem regressiva ("Please wait ## seconds");
3. Acabando a contagem, um link ("Download file") aparecerá. Clique nele;
4. Digite as letras solicitadas e pressione o botão ao lado (Download Page);
5. Agora aparece um "Click here to download file".
6. Clique no link e voilà!:D

É chato fazer isso, sim. Mas pelo menos é de graça...xD

Juliana disse...

Noossa! Muito perfeita a tua história! Adoro máscaras ^^ Só puxou demais a parte da "brilhante idéia" hehuheuee. Boa sorte com o crescimento de Charlenne/Charles!

Juliana disse...

E sim, a imagem é do "Para sempre cinderela". Não conseguia pensar em mais ninguém para o papel de Veronica... e além do mais, adoro esse filme =D bjss!

douglasflores disse...

meu Deus
tá muito bala viu?
mas fiquei uns 15 minutos lendo
=P

se puxaram demais nas biografias!
beijuuuu

Pandora disse...

Adorei!!! Inclusive os desenhos!!!