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terça-feira, 17 de julho de 2007

Conclusões de Semestre

Trabaaalho!
Pra começar, o mini-epílogo escrito para a minha personagem, a única que, com toda a certeza, sobreviveu nessa história. Os outros... quem sabe?:)

Epílogo

Depois do fusuê no Café Le Procope, Charlie McNormand seguiu a sua vida quase normalmente - excetuando-se as seqüelas deixadas pelo evento e etc., mas, oras bolas(!), ela havia sobrevivido afinal!
A moça se casou com aquele primo do início da história, publicou vários contos e crônicas, além de pequenas contribuições jornalísticas, e resolveu abandonar o ultra-romantismo, pois, segundo as suas próprias palavras: "Uma coisa é ser melancólico, rebelde e entediado - sem causa alguma - na puberdade. Outra coisa é, ao término da juventude, continuar com esse pensamento, sendo que já não nos resta mais tanto tempo assim de vida para perder pensando nessas tolices...".
Charlie pode ter abandonado o ultra-romantismo, mas este certamente não a abandonou: a moça morreu tísica (ou "de paixão", como preferir) aos 26 anos, sem deixar herdeiros.

Fim.

Esse final de história não teve consulta ao grupo. Ou seja, eu só fiz porque queria matá-la também. >:D
Só que de algo "mais século XIX" do que assassinato: tuberculose. Mais informações? Clicando aqui, vocês encontram informações bem interessantes.:)


Conclusões de Fim de Semestre


Ahhh, onegaaaaaaai...

Esse trabalho do blog não é muito popular entre os alunos. Sendo sincera, porque não é mesmo...
O caso é que muitos ainda acham que ele não serviu para nada, afinal, "blog não cai no vestibular", "não aprendi nada com o meu blog", etc. Que pena.
Eu particularmente gostei de fazer essa atividade, mas como adoro ficar no computador, escrever, trabalhar com imagens, com HTML e tal, sou suspeita pra falar. o>
Além disso, contrariando todas as expectativas, sim, eu aprendi com a minha própria pesquisa.

Sobre comportamento na Inglaterra do século XIX, por exemplo. Quem diria que em um século de tantos avanços científicos e tecnológicos as pessoas ainda se deleitariam com uma coisa retrógrada (eu chutaria Idade Média pra menos...) e absurda como o circo de aberrações? Quem diria que o mesmo homem que dava um ponto final (quer dizer, mais pra ponto-e-vírgula, mas...) na escravidão negra criava uma forma de trabalho quase tão degradante quanto ela nas indústrias? Quem diria que um ser humano tão mais "racional" ainda conquistaria territórios e mentes através de guerras (como, aliás, ainda é feito até hoje...)?
Além do mais, pesquisando sobre toda essa coisa de comportamento, descobri uma criatura particularmente curiosa (em um adendo particularmente inútil para o meu trabalho...^-^'), a qual não pude deixar de comentar em uma postagem: George du Maurier. Vocês têm idéia de quem ele foi? Já ouviram falar? Pois é.:)

A segunda parte do meu trabalho não valeu nota alguma (fiz logo depois das primeiras AEs do ano), mas acho que eu teria perdido um pedaço se não a tivesse feito. O Japão no século XIX, claro!
Na verdade, eu me aproveitei do espaço, do fato de que ninguém conhece a História geral do Japão, e de que ninguém leria meu longos posts de qualquer maneira, para acrescentar fatos anteriores ao século estudado. Ohohohohohohoho...:D
E eu não aprendi nada disso tudo? Aprendi tão bem que voltei a ler um mangá cuja história me confundia até hoje com os seus fatos da História japonesa. Até dei a dica para o Senhor Ninguém, indíviduo que freqüenta assiduamente esse bloguxo; o mangá saiu no Brasil faz tempo, assim como o anime, embora a qualidade da dublagem e a censura tenham tirado boa parte do brilho original dele. Refiro-me a Samurai X - no japonês, Rurouni Kenshin. Também agora vejo os filmes e tudo mais que abordam certos períodos no Japão com uma clareza maior.

É, isso tudo pode não ser tão útil assim naquela prova da UFRGS. Fazer o quê?
E eu diria que quem não tirou nada dessa trabalheira toda definitivamente não fez sobre um assunto que gostava, ou fez sobre um que fosse mais fácil de pesquisar, a fim de ganhar uma nota. Ou então o fez sem crer no que estava escrevendo, acreditando que a pesquisa era inútil, que a idéia de procurar conexões de assuntos que se gosta com o século XIX é uma tremenda baboseira.
Baboseira é acreditar que um texto na internet difere de um impresso e entregue. O que mudaria? Haveria uma data de entrega, uma avaliação e uma nota de qualquer modo. A professora muito provavelmente seria a única que leria os trabalhos. A digitação teria que estar dentro das normas da ABNT? Francamente, perguntem a todos os professores no colégio quantos deles mesmos e quantos dos alunos ligam para essas regrinhas a ponto de (se) cobrarem ferrenhamente o uso delas...

O que a Internet tem de diferente? Você podem usar emoticons ("carinhas"), o que não é grande coisa, pois eles deixam um texto teoricamente sério com cara de palhaço. Mas e daí?:)
De um modo geral, todos os recursos podem ser usados para tornar o esses longos parágrafos mais divertidos e passíveis de serem lidos, além de mais pessoais. Isso ferra com a credibilidade de um texto? Bom, depende do seu ponto-de-vista. Eu particularmente acho que inteligência e bom-humor devem andar lado a lado... Fora que, aqui na Web, todo mundo lê a sua versão do que já é contado por inúmeros livros e fontes extra-Wikipédia. Os outros professores curiosos lêem, os seus pais lêem, os seus futuros chefes lêem, o seu macaco de estimação lê, entre outros. Claro que a possibilidade de todo esse povo ler é muito pequena - como no meu caso, em que nem meus colegas de grupo se dignam a ler. Mas pelo menos possibilidade.

Sem mais, já dei o meu discurso. Como ninguém se presta a ler, eu escrevo mesmo. Assim eu desabafo e aumento as chances de alguém passar por aqui. Afinal, fofoca, notícia ruim e convite ao linchamento, se meus cálculos estiverem corretos, se espalham rápido.\o/


Fériaaaas!

Boas férias, porque no fim das contas, nós merecemos!;D
Jaa!o/

3 comentários:

Silvana Schuler Pineda disse...

Oi, Vanik!
Fiquei em dúvida se conversávamos na aula ou aqui mesmo. Então vai aqui, porque pode ser que alguém mais leia.
Compartilho contigo, é óbvio, algumas alegrias e outras coisas não tão alegres com relação a esse trabalho.
Fico feliz que alguns alunos tenham percebido que estudar é muito mais amplo que se preparar para o vestibular da UFRGS. Penso que esse concurso deve ser uma das preocupações de um educador, mas não A preocupação dele. Educar é muito mais que isso.
Para um professor é muito fácil preparar uma aula bem tradicional para um concurso. Você pega o livro-texto, faz um resumo do assunto da aula, produz uma transparência, explica a tal na aula. Depois, põe a transparência à disposição no xerox, o aluno vai lá, compra, decora e reproduz aquilo tudo na prova. E (pobres alunos!) juram que estão prontos para o vestibular. É lamentável!!! Nem se prepararam pro vestibular, nem aprenderam História! Mas tudo aquilo que transforma, precisa desacomodar. Causar estranhamento. Senão, tudo fica igual.
Mas isso é uma longa caminhada...
Talvez tivesse que ter demonstrado aos meus alunos que na Espanha, que nos Estados Unidos, que em universidades como Harvard, o uso de blogs por professores é natural, habitual, corriqueiro, faz parte dos procedimentos pedagógicos cotidianos. Que existem associações internacionais altamente conceituadas que trabalham com blogs pedagógicos.
Mas não quis escolher esse caminho.
Enxergo os blogs apenas como ferramentas. Essa ferramenta possibilita ao aluno o acesso a vídeos, imagens, enfim produzir uma tarefa escolar utilizando vários recursos gratuitamente.
Mas na mesmice do sistema de ensino brasileiro, nossos pobres alunos só acreditam que estão aprendendo ou se preparando pro vestibular, quando reproduzem o mesmo infinitas vezes. Quando “sabem tudo o que está no livro”. Quanta inocência epistemológica, não é mesmo?
Por isso, querida Vanik, fico extremamente feliz com teu comentário. É o comentário de uma jovem aluna que já passou da fase da inocência epistemológica. Que tem maturidade cognitiva não porque gostou do trabalho que a professora orientou. Mas porque vislumbra possibilidades em uma ferramenta que tem um potencial de aprendizagem bastante interessante. Mais que isso, uma aluna que reflete sobre suas diferentes maneiras de aprender.
Em especial, uma parte do teu comentário é fantástica:
“Além disso, contrariando todas as expectativas, sim, eu aprendi com a minha própria pesquisa”.
Isso é ser um pesquisador! Um pesquisador busca aprender com sua pesquisa. É por isso que investiga.
É desejo de todo educador que seu aluno possa construir autonomia. Tu estás no caminho. Parabéns!
Tenho muito orgulho de compartilhar minhas manhãs no CMPA com uma jovem aluna com tanta maturidade cognitiva.
Um grande e afetuoso abraço
Silvana

Silvana Schuler Pineda disse...

Em tempo:
A propósito: já viste o blog do Figueiredo da turma 204?
Dá uma passada lá. Assim como o teu blog, o dele me deixa particularmente feliz!
Taí o link e bom proveito!
http://www.vinicblog.blogspot.com/

Vinic disse...

(Figueredo)

Bah, Vanik! Que blog e que conteúdo! Gostei muito mesmo! Não vi mais nenhum com esse raciocínio, com essa maturidade! Parabéns!